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E por que não Mila?

em 29/04/20


Como sugestão de hoje para um possível nome para 2030, trago-vos Mila, que, a meu ver, está perfeitamente em linha com as sugestões anteriores e com as tendências do momento, podendo também apelar a quem gosta de nomes um pouquinho mais modernos e curtos, tal como Lia, Ema ou Mia. 
Apesar de só ter sido aprovado em Portugal em 2013 [notícia que recebi com bastante entusiasmo, diga-se!], Mila usa-se em Portugal com alguma frequência como diminutivo e, nesse sentido, reconheço que pode haver quem o ache um pouco datado, mas eu não me incluo nesse lote. Além do mais, é uma grande tendência em vários países, estando presente em alguns dos rankings internacionais que aqui vou publicando, o que o torna ainda mais interessante!

em 23/01/19


Em Março de 2017, perguntei por aqui o que achavam de , que tinha sido aprovado para registo, mas apenas como segundo nome. Na altura, a questão parecia-me pertinente, tendo em consideração o número de registos de Manel - que mal foi aprovado, entrou para o top 100. Pois bem, em 2018, num momento em que também já pode ser usado sem nenhuma condicionante, Zé já chegou aos 22 registos. Não espero que seja concorrente directo de José, mas surpreende-me a facilidade com que estes diminutivos conseguem trilhar caminho! E eu gosto! 

Rosarinho & Gracinha

em 06/06/17


Em 2012, à custas do mediatismo alcançado pela fadista Carminho, dava aqui conta da possibilidade de este se tornar num dos nomes da moda em Portugal. Na altura, Carminho tinha sido opção para doze meninas, o que até já era uma grande diferença para 2009, ano em que apenas foi registada uma menina com este nome. Passados quatro anos, Carminho surge no top 50 da lista de 2016, estando quase na marca dos duzentos registos anuais e, pelo que me tem parecido, a tendência é para subir ainda mais no nosso ranking. 
Este desempenho de Carminho revela que há abertura para o uso de diminutivos na condição de nome próprio, sobretudo se o nome em questão se apresentar com alguma substância. Desta forma, dentro dos nomes mais comuns retirados da lista de epítetos de Nossa Senhora, há dois diminutivos que podem e devem ser olhados com interesse e falo de Rosarinho & Gracinha
Rosarinho, tal como Carminho, revitaliza um nome que, de outra forma, me parece menos apelativo. Rosário, por via de Maria do Rosário, é um nome marcadamente religioso mas que, na forma do diminutivo, se torna mais terno, mais delicado e mais contemporâneo. Na vizinha Espanha, passou-se o mesmo com Candelária, que caiu em desuso, dando agora lugar ao popular Candela. O mesmo se aplica a Gracinha, com a vantagem de que o diminutivo também se consegue afastar um pouco do substantivo o que, para muitos, poderá parecer bastante benéfico.

Na minha opinião, Gracinha & Rosarinho são alternativas muito válidas a Carminho, podendo apelar a quem gosta de nomes como fortes, como Carlota ou Pureza, ou a quem gosta de nomes mais suaves e delicados, como Madalena ou Amélia.

Zé - OK ou KO?

em 06/03/17


Em Agosto de 2013, quando soube que Manel passara a ser aprovado em Portugal, estava longe de imaginar que, um ano depois, o iria encontrar no top 100. Mas aconteceu e, já em 2016, Manel foi o nome escolhido para 57 meninos, passando a ocupar a 71.º posição do dito ranking. Hoje, gostava de saber qual é a vossa opinião a respeito de Zé, diminutivo muito frequente do clássico e tradicionalíssimo José, que passou a constar da lista de nomes aprovados em Portugal no decorrer do ano de 2016, como segundo nome - e que, desde finais de 2017, pode ser registado como primeiro nome. 
Eu passei a ver esta opção com bons olhos, quando percebi que quase todos os jovens adultos Josés que conheço se apresentam, efectivamente, como Zé. Zé Miguel, Zé Diogo, Zé Guilherme, Zé Duarte, Zé Maria, Zé Francisco, Zé Pedro... Zé não é apenas o seu diminutivo, mas sim a forma como se apresentam a terceiros e, parece-me, é essa a definição de nome próprio - o nome que nos distingue em sociedade. 
E vocês, o que pensam de Zé? Parece-vos suficientemente credível para substituir José no cartão do cidadão? OK ou KO?

Manel - OK ou KO?

em 21/09/16


Manuel é um dos nomes mais clássicos, tradicionais e transversais da sociedade portuguesa e apesar de a sua popularidade atual não se equiparar à das primeiras décadas do século passado, continua a ser um dos nomes mais escolhidos para meninos. 
Voltando à questão referida no post sobre os Nomes mais populares na Inglaterra, a respeito do uso de diminutivos como nomes próprios, gostava de saber qual é a vossa opinião sobre Manel, que foi aprovado em Agosto de 2013 e já integra o grupo de cem nomes mais registados por cá. Acham que, de certa forma, é uma evolução, que permite simplesmente passar a grafar aquilo que tanta gente já verbaliza diariamente? E, sabendo que vivemos num país onde ainda impera um certo pedantismo, que valoriza detalhes como cargos e apelidos sonantes, acham que é pertinente pensar que Manel poderá ser demasiado informal? 
Pessoalmente, até preferia que pudéssemos registar Mané em vez de Manel, que não me é nada instintivo, até porque cresci numa zona do país onde muita gente diz Manel a rimar com chapéu. Se não estou em erro, no Brasil, Mané é usado de forma algo  jocosa, mas eu vejo-o apenas como o melhor diminutivo de Manuel!